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FAN RAÍZES: Festival de Arte Negra de Belo Horizonte Celebra Três Décadas de Tradição e Expansão

Belo Horizonte se veste de festa e celebra a rica herança afro-brasileira com o Festival de Arte Negra (FAN RAÍZES), que se aproxima de seu grand finale neste fim de semana. Consolidado como um marco de celebração e resistência, o evento, que une artistas e mestres de tradições, chega à sua etapa 'Raízes' após um formato expandido que marca três décadas de existência, convidando a comunidade a uma imersão nas culturas africanas e afro-brasileiras.

Três Décadas de Celebração e Resistência Cultural

Sob o tema "Tempo espiralar, cidade em movimento", o FAN RAÍZES celebra 30 anos de história e sua 13ª edição com uma inovação significativa em seu calendário. Longe do formato bienal tradicional, que ocorria entre novembro e dezembro, o festival abraçou uma proposta expandida, desdobrando-se em um percurso cultural que teve início em outubro do ano passado e se estende até junho. Essa jornada é dividida em três etapas distintas – Rotas, Raízes e Espiralar – com a fase 'Raízes' ocorrendo neste período final. Bárbara Bof, presidente da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, enfatiza a relevância do festival, descrevendo-o como um "patrimônio de celebração e resistência da cultura negra do país", reafirmando seu papel fundamental na salvaguarda e promoção das tradições afro-brasileiras, como o congado e as rodas de capoeira.

Destaques da Programação Final: Sábado de Imersão Cultural

A programação deste sábado reserva experiências imersivas que conectam culturas e saberes. No Mercado da Lagoinha, um encontro de gastronomia e memória promoverá um intercâmbio singular, traçando pontes entre as culinárias e narrativas de Moçambique e as comunidades tradicionais mineiras. Paralelamente, no Núcleo de Formação e Criação Artística e Cultural, o renomado músico cubano Eugenio Clavelles conduzirá uma oficina exclusiva sobre os tambores Batá e a intrincada linguagem musical afro-diaspórica, oferecendo uma oportunidade de mergulho nas raízes sonoras. À noite, a agenda cultural convida para uma sessão comentada do documentário “A Rainha Nzinga Chegou”, que explora a linhagem de três gerações de rainhas à frente da Guarda de Moçambique e Congo Treze de Maio, de Nossa Senhora do Rosário, revelando a força da liderança feminina e da fé.

Domingo de Tradição e Movimento: Encerrando com Chave de Ouro

Para o último dia do festival, o domingo promete um encerramento vibrante e profundamente enraizado nas tradições. A manhã será marcada por uma energizante roda de capoeira, conduzida pelo Mestre Manso, na tradicional Feira Hippie, convidando à participação e à observação dessa arte marcial-cultural. À tarde, o foco se volta para a riqueza do Candombe Rosário dos Pretos. Sob a liderança do Capitão Luiz Cláudio, a atividade proporcionará uma vivência autêntica, com cantos, toques e práticas que representam uma das matrizes fundamentais do Congado mineiro, demonstrando a vitalidade e a continuidade dessas expressões ancestrais que moldam a identidade cultural de Minas Gerais.

O Festival de Arte Negra de Belo Horizonte, com sua capacidade de evoluir e se aprofundar nas raízes culturais, reforça seu papel indispensável na promoção da identidade e da diversidade brasileira. Todas as atividades têm acesso gratuito, embora algumas exijam a retirada antecipada de ingressos pelo site Sympla ou presencialmente, meia hora antes do evento. Para o cronograma completo e informações detalhadas sobre como garantir sua participação, o público pode consultar o portal do festival, garantindo a chance de participar desses momentos de celebração e aprendizado cultural.

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